Cavalos ajudam no tratamento de pessoas com deficiência

Muito já se fala em animais ajudando no tratamento de crianças com problemas de saúde ou comportamentais. Uma das técnicas de uso de animais em tratamentos terapêuticos é a equoterapia,  que utiliza o cavalo, dentro de uma abordagem interdisciplinar para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências ou necessidades especiais. Esse tipo de tratamento foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina em 1997 e existem instituições, como algumas unidades da APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, que o adotam.

Especialistas apontam benefícios da equoterapia na recuperação de pessoas com deficiências ou necessidades especiais

Especialistas apontam benefícios da equoterapia na recuperação de pessoas com deficiências ou necessidades especiais

A APAE de Uberaba (MG), por exemplo, desde 2007 utiliza cavalos no tratamento de crianças com autismo. O centro possui uma equipe médica composta por médico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, equitador e pedagogo, e três cavalos para a realização das atividades. “Em nosso centro, 150 pessoas praticam uma vez por semana”, informa o coordenador clínico da unidade, Alex Abadio Ferreira.

á ainda iniciativas públicas, como a da Prefeitura de Tietê, no interior de São Paulo, que lançou em 2011 um programa de reabilitação gratuito para crianças com problemas físicos e mentais através da equoterapia.

Mas existem dados históricos bem mais antigos sobre essa técnica médica, como o fato de Hipócrates, considerado o pai da medicina, ter utilizado a Hipoterapia,  um dos programas da equoterapia, em 400 a.C. E – agora em caso mais recente – a campeã de hipismo dinamarquesa Liz Hartel, que sofria de poliomielite, doença que a deixou paralisada até os joelhos, e que insistiu nos treinos com cavalos e até ganhou medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Verão, em Helsinque, Finlândia, em 1952.

Indicações e benefícios

A equoterapia é indicada para pessoas que possuem necessidades especiais, distúrbios de comportamento, desequilíbrios emocionais, problemas com aprendizado escolar e fala. “A idade inicial em que se pode começar a praticar essa modalidade terapêutica é aos dois anos, sendo que a idade máxima não existe”, afirma Ariane Rego, fisioterapeuta responsável e coordenadora do Cresa – Centro de Reabilitação e Equoterapia Santo André, no ABC paulista.

“Os benefícios do tratamento para os pacientes, através da montaria com os cavalos são inúmeros, como melhora na adequação física, equilíbrio, aprendizagem, nos aspectos psicológico e educacional, autoestima e no fortalecimento do tônus muscular”, enumera Rego.

Dentro da equoterapia existem quatro programas, de acordo com a ANDE – Associação Nacional de Equoterapia: a Hipoterapia, aplicada por Hipócrates e na qual o praticante não possui condições físicas e mentais para ordenar sozinho o cavalo e necessita da assistência de um terapeuta e de um condutor; a Educação/Reeducação, quando o praticante tem uma independência maior e consegue montar no animal, mas com o auxílio médico e de profissionais de equitação; o Pré-Esportivo, em que o paciente executa alguns exercícios de equitação juntamente com um profissional da área; e o Esportivo, em que o praticante faz aulas de equitação na companhia de um instrutor.

Fonte: Sou Agro

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Publicado em maio 20, 2013, em Artigos e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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